Orfeão do CCO regressou 17 anos depois

Novembro 26, 2019


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O Orfeão do Círculo Católico de Operários (CCO) de Vila do Conde está de volta, passando a integrar o conjunto de atividades da associação, sob a regência do Maestro Samuel Santos. O próximo ensaio está marcado para o próximo domingo, dia 8 de dezembro, às 21h30, no Círculo Católico de Operários, estando assim todos convidados a comparecem na sede da associação.

Considerando que o Orfeão, que existiu entre 1966 e 2002, foi uma marca desta associação e uma referência na história do CCO e de Vila do Conde, a Direção decidiu assim avançar com o “renascer” desta formação coral, convidando o Maestro Samuel Santos, profissional de elevado mérito, para o dirigir. Atualmente, o Maestro Samuel santos é Diretor Artístico do Orfeão de Espinho e dos corais Vox Cantabile, da orquestra profissional MSS Consort. Detentor de uma energia extraordinária, não esconde o enorme gosto e prazer que tem na música, conseguindo contagiar quem com ele trabalha, para esta arte de excelência.

O historial do Orfeão do CCO é riquíssimo, tendo realizado gravações de recitais para a Emissora Nacional, inúmeros concertos e apresentações um pouco por todo o lado, tanto em Portugal como em Espanha, ficando célebres as apreciadas participações nos Encontros de Coros do norte de Portugal.

Razões mais do que suficientes para levar em diante este projeto que voltará a representar o Círculo Católico de Operários e Vila do Conde, homenageando-se também as inúmeras figuras que ao longo de 35 anos contribuíram para o sucesso daquela formação coral.

Maestro Samuel Santos – breve apresentação

Já conhecido da cidade de Vila do Conde pela sua especial relação com o serviço educativo do Teatro Municipal, na dinamização da atividade de Música para bebés e crianças, o Maestro Samuel Santos assume agora, o desafio proposto pelo Círculo Católico de Operários. Colocar o Orfeão de Vila do Conde novamente no panorama da música coral e fazer valer a sua história, os valores da cidade e das suas gentes e recriar os ambientes culturais de excelência de outrora.

Depois de iniciar os estudos de música em França, ainda na infância, dedica a sua vida à música, tendo passado por escolas na Suíça em França, pelos conservatórios de Portalegre, Ponta Delgada e pela fundação Calouste Gulbenkian em Braga. Licenciado em Educação musical, detentor de um diploma de estudos avançados pela Universidade de Santiago de Compostela onde também fez estudos de Doutoramento.
Atualmente é Diretor Artístico do Orfeão de Espinho e dos corais Vox Cantabile, da orquestra profissional MSS Consort. Músico diversificado, produz eventos e projetos corais dentro e fora do país. Assina linhas pedagógicas de vanguarda que promove e aplica em colégios e escolas privadas. Neste âmbito, assume a direção pedagógica de duas escolas de música na Maia e em Vila do Conde. Dirigiu ainda o Orfeão de Valadares, e onze anos o Polifónico de Viana do Castelo.

Ao longo da sua carreira enquanto maestro, contribuiu para que as instituições que dirigiu obtivessem medalhas de mérito e reconhecimento, prémios e primeiros lugares em festivais de música nacionais e internacionais. Deste trabalho profícuo apresenta oito projetos discográficos editados. Detentor de uma energia extraordinária, não esconde o enorme gosto e prazer que tem na música, conseguindo contagiar quem com ele trabalha, para esta arte de excelência.

Breve historial do Orfeão do Círculo Católico de Operários

Nas noites de 24 e 25 de março de 1966, o Cine-Teatro Neiva encheu-se para assistir à apresentação pública do Orfeão do CCO. A apresentação do grupo ficou a cargo do Dr. Joaquim Pacheco Neves.

O aparecimento do Orfeão deveu-se ao empenho de Abraão Cerqueira Maia e de um conjunto de amigos que uniram esforços e conseguiram dar ao corpo ao projeto.

Até 2002, ano do seu desaparecimento, o Orfeão teve como diretores artísticos o Padre José Pereira Lima, Padre Porfírio Alves, Padre Dr. José Maria Fernandes Bompastor, Dr. Manuel Monteiro, Dr. Jorge Madeira Carneiro, Dr. José Manuel Pinheiro e Dr. David Abreu Lopes.

De referir ainda a comemoração das Bodas de Diamante do CCO, em 1980, com um programa do qual fez parte o Encontro de Coros da Costa Verde que contou com a presença do Presidente da República da altura, General António Ramalho Eanes.

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